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China retira o embargo à importação de carne de frango do Brasil

A China anunciou a retirada do embargo às importações de aves e produtos avícolas do Brasil, imposto em maio deste ano devido a um surto de gripe aviária. A decisão foi comunicada pela Administração Geral de Alfândegas da China em um aviso divulgado nesta sexta-feira (7), com efeito imediato.

Segundo o comunicado, a revogação da medida foi tomada “com base nos resultados da análise de risco”, indicando que as autoridades chinesas consideram controlada a situação sanitária no território brasileiro.

O embargo havia sido estabelecido de forma nacional, afetando todas as exportações brasileiras de carne de frango e produtos derivados, um setor em que o Brasil é o maior fornecedor mundial e tem a China como um de seus principais mercados de destino.
A suspensão da restrição representa um alívio para o setor avícola brasileiro, que vinha aguardando a normalização do comércio com o país asiático desde o registro dos primeiros casos da doença.


De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a decisão da China é uma excelente notícia para o setor avícola brasileiro. Ele destaca que o país asiático representa entre 40 e 50 mil toneladas mensais das exportações nacionais de carne de frango, consolidando-se como um dos principais destinos do produto brasileiro.

Segundo Iglesias, a suspensão do embargo deve permitir que o Brasil recupere seu pleno potencial de exportação, com possibilidade até de bater um novo recorde de embarques neste ano, superando levemente o volume registrado em 2024.

O analista acrescenta ainda que o momento é oportuno para o Brasil buscar uma melhora nos preços internacionais, que vinham pressionados nas últimas semanas. “O mercado global de carne de frango está trabalhando com valores baixos, e essa reabertura cria uma oportunidade para o país se reposicionar e conquistar melhores margens”, avalia.

Para a analista de mercado da Scot Consultoria, Juliana Pila, a reabertura do mercado será muito positiva para toda a cadeia produtiva. “Após os embargos ocorridos em maio, devido ao caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul, as exportações brasileiras perderam ritmo e só começaram a se recuperar em setembro e outubro”, informou. 

Ela ainda acrescenta que agora, com a suspensão da proibição das compras pela China — nossa principal parceira comercial em 2024 —, o ritmo das exportações deve acelerar, e é possível que o Brasil alcance, ou ao menos se aproxime, dos patamares recordes registrados no ano passado.

Por: Andressa Simão | Instagram @apautadodia

Fonte: Notícias Agrícolas

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